quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Gabriel fica na Terra "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

Gabriel fica na Terra




A madrugada chegou trazendo uma surpresa inesperada, Isabele em carne e osso aparece no apartamento e a julgar pela conservação do recinto, entende que Gabriel não estava disposto a retornar a Yron tão cedo. Decidida, adentrou no quarto e o acordou com uma pergunta:
- Você não pretende voltar?
Gabriel pensou estar sonhando e ainda sonolento responde:
- Eu não sei!
- Nós fizemos um acordo e por motivo fútil, me deixas sem dar explicações?
- Estou confuso Isabele, sinto falta da Terra, da minha vida aqui. Por outro lado, eu te amo, mas preciso refletir para dar o passo certo.
- Mas eu pensei que esse passo já havia sido dado, por isso não tive dúvidas em me estabelecer em Yron. Você é muito importante e o projeto é nosso e não só meu.
- Eu sei, mas ao retornar, percebi o quanto sou dependente daqui, da minha vida na Terra.
- Então, fique no conforto da sua vida medíocre e não me procure mais, eu vou acabar o que comecei. Adeus.
Decepcionada, Isabele se agacha, põe as mãos nos ouvidos, cerra os olhos e desaparece sem deixar vestígios e oportunidade para contra argumentos.
- Isabele, espere!
- Isabele.
Neste instante, Gabriel se dá conta que seu romance chegara ao fim, senta-se na cama, põe as mãos no rosto e chora o lamento do seu coração.
Dois dias se passaram e Gabriel chega à conclusão que precisa recomeçar: Esquecer Isabele e sua jornada no Planeta Yron, para isto, deveria voltar às antigas rotinas, rever amigos, praticar o surf e conseguir novo trabalho.
Naquele mesmo dia começou pelo surf, reencontrou velhos amigos e a noite dirigiu-se a praça com a intenção de encontrar Naomi e lhe pedir emprego, pois, sabia que estava bem conceituada no mercado de trabalho, além de não negar-se a atração que havia sentido.
Quando chegou, ela já estava lá. Aguardou até que terminasse seus alongamentos, se aproximou e apenas disse:
- Oi!
Ao lhe ver, Naomi abriu um largo sorriso, trocaram dois beijos e respondeu:
- Oi, estou suada e você tão cheiroso.
- Vim conversar contigo, tem um tempo livre?
- Claro! – Só preciso de uma ducha. Que tal no meu apartamento, podemos pedir algo e jantarmos juntos.
- Topo!
- Então vamos. – Estou curiosa, não vais voltar a Yron?
- Não, eu e Isabele terminamos.
- Sinto muito.

Naomi na verdade, estava muito interessada em Gabriel, tanto que havia feito várias pesquisas, procurando se informar e se inteirar a respeito de sua vida. Obteve algumas informações, através dos antigos colegas da CSLB e no fundo sabia que aquela noite estava apenas começando.

Leia o e-book na íntegra Clique aqui

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Entre dois mundos e duas mulheres "Vida!..."

Gabriel reencontra Naomi




Gabriel volta a Terra e vai direto a seu apartamento no Rio de Janeiro, abre a janela e dá de cara com a praia de Copacabana. Fica por alguns momentos vislumbrando o visual, volta-se para o interior do apartamento e percebe o quanto aquele lugar estava sujo e abandonado. Faz rápida comunicação telepática e contrata uma equipe especializada em conservação e limpeza. Enquanto aguardava a chegada dos profissionais chegarem, tira seu disfarce, põe seu traje de surfista, pega sua prancha e vai para a portaria do prédio. Deixa dinheiro e instruções ao porteiro, que faz um rápido comentário sobre sua ausência e Gabriel lhe responde que estava fora do País a negócios. Vira as costas e vai direto para praia. Entra no mar, pula sobre a prancha e com vigorosas braçadas atinge o ponto desejado. Senta na prancha e pacientemente aguarda por sua onda, enquanto respira fundo e se delicia com o Sol, o balanço das águas e o vento. Saudoso e extasiado com aquele momento, não quis pensar em Isabele e nem se preocupar com o povo de Yron, apenas aproveitar as sensações daqueles instantes. Ficou naquela posição por aproximadamente 30 minutos até que sua esperada onda chegou e de pronto sem titubear não a deixou escapar. Seu coração batia forte e como uma flecha projetada num imenso tubo, flutuou naquele vão até o final do percurso. Foi à onda perfeita e para não estragar tal sensação, preferiu não pegar outras. Enterrou a prancha na areia e ficou por longo tempo observando as pessoas em seu entorno. Considerando os dois mundos, disse a si mesmo: Aqui é meu lugar. Vai ser difícil sem Isabele, mais aqui é meu lugar.
Ao retornar a seu apartamento, sente o cheiro típico de limpeza e nota a grande diferença entre o antes e o depois. Toma um banho, se apronta e sai para fazer uma refeição.
No restaurante, pede um suculento bife com fritas, matando a saudade da típica comida que há muito não comia. De sobremesa, sorvete de pistache com cobertura de chocolate.
Ao terminar a refeição que admitiu ser um pequeno banquete, pagou a conta e saiu, caminhando pelas ruas de Copacabana. Atravessou por uma passarela e chegou ao outro lado numa pequena praça, onde pode sentar e contemplar de um lado os colossais prédios e do outro o mar iluminado pelas luzes artificiais e a Lua cheia, que já estava alta e escondia as estrelas.
Seu pensamento agora estava com Isabele e tomado por um leve impulso, levou a mão ao chip, mas foi interrompido por uma voz conhecida:
- Gabriel?
- Naomi, que surpresa.
- Eu moro aqui em frente e todos os dias quando chego do trabalho, venho caminhar para manter a forma, e Você?
- Também moro aqui perto.
- Vocês desistiram de Yron? – Isabele também está aqui?
- Vai ser difícil desistir de Yron, eu vim sozinho.
Como vai Joshua e as coisas na CSLB?
- Tivemos um desentendimento e sai da Companhia, mas já estou trabalhando em outra empresa no mesmo ramo.
Que bom te reencontrar Gabriel, todos os dias venho aqui fazer alongamentos, então, já sabes onde me encontrar. Agora preciso ir.
- Certo, foi um prazer te rever também, até mais.
- Até.

Naomi se distancia cerca de dez metros e começa sua série de alongamentos, enquanto Gabriel observa suas curvas, admirando seu belo corpo e se lembra dos olhares que trocaram no descampado em Yron. Passados alguns minutos, ele se levanta acena para ela e vai embora. 
Ao chegar a seu apartamento, vai deitar-se na cama e confuso entre dois mundos e agora duas mulheres, se deixa vencer pelo sono dormindo profundamente.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O fim do romance "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos

A briga do casal



A sós com Gabriel, Isabele expõe novos argumentos que lhe parecem convincente, pois seus pensamentos transbordavam em novas ideias, mas Gabriel se diz cansado postergando a conversa para outro momento, toma uma ducha gelada e vai repousar.
Sozinha e pensativa, Isabele faz o mesmo encerrando assim, mais um dia efetivo em Yron.
Quando o dia amanhece, Gabriel levanta-se primeiro. Prepara um café e serve a sua companheira uma deliciosa refeição matutina na cama. Já dispostos e revigorados, iniciam uma conversa que resultaria em briga do casal, aparentemente por motivos fúteis:
- Porque só você fala Isabele.
- Como assim, precisei começar e concluir meu raciocínio. A hora passou rapidamente e dei a palestra como encerrada.
- Mas eu nem abri a boca, apenas me apresentei, mais nada.
- Se você precisa de méritos para se sentir melhor, tudo bem, faça a próxima palestra, vá em frente.
- A questão não é precisar de méritos, mas me sentir participativo.
- Você está participando, só que ontem, comecei e não tive como parar.
- Mas poderia ter me dado uma brecha.
- Mas não dei e não tenho como mudar isto.
- Seja mais humilde e pelo menos me peça desculpas.
- Me desculpar de que Gabriel? – Não acho que lhe devo desculpas, mas se for melhorar seu humor, tudo bem, desculpe-me!
Chateado, Gabriel bate a porta e vai para a varanda, sentou-se no murinho da sacada e escondido em seu disfarce, assiste as pessoas que caminham para o trabalho. O dia não começou bem.
Ficou ali por aproximadamente 1h e até viu e foi cumprimentado por Alex e Velma, que não desconfiaram de nada e sentiu saudades de um ombro amigo com quem pudesse dividir a amargura que sentia naquele momento.
Sentindo-se deslocado, escreveu um bilhete avisando que voltaria para a Terra por algum tempo, afixou na porta de entrada e desapareceu.
Ao ler o bilhete, Isabele sentiu-se só e desprotegida, mas não deu o braço a torcer e mergulhou nos ensinamentos de “Magno”, fazendo pesquisas para o preparo das novas reuniões que estavam por vir.



domingo, 28 de dezembro de 2014

A segunda aparição "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

A segunda aparição



Com base no que testemunharam, os terráqueos oferecem aos yronianos um espetáculo não menos surpreendente que na sua primeira aparição ao anoitecer daquele mesmo dia:
Por intermédio de “Magno”, é produzida uma sinfonia em som quadra estéreo, nunca dantes ouvida por aquele povo, com riquíssima melodia, tão apurada em seus mínimos detalhes, que lhes soava como sons celestiais.
Ao final da canção, a aparição do casal é realizada com feixes de luzes iridescentes em meio à névoa artificial lançada propositadamente, que ao se dissipar, vagarosamente mostravam a silhueta dos terráqueos.
Foi como se tivesse sido a primeira vez, causando arrepios e convulsão entre os yronianos. Tão logo o silêncio é restabelecido e os ânimos acalmados, a voz de Isabele é ouvida aos quatro cantos por ser utilizado o mesmo instrumento produzido pela melodia:
- Meu nome é Isabele.
- E o meu, Gabriel.
- Somos terráqueos e vivemos no século XXVII.
- Uma diferença de aproximadamente 867 anos a frente deste tempo.
- Podem avaliar esta diferença de tempo numa pequena escala da evolução? – Sabemos que não e por isso, voltamos a enfatizar que não somos Deuses e nem tão pouco enviados por Pory ou qualquer outro Deus.
Estamos aqui para vos auxiliar, sem nada pedir em troca, por nossa livre e espontânea vontade.
Não pedimos que abdiquem de Pory e compartilhem nosso Deus, lhes mostramos apenas uma nova forma de pensar e agir, onde os maiores beneficiados serão seus filhos, os filhos de Yron.
Se não o quiserdes, estamos prontos para partir e não mais retornaremos a Yron.
O que vocês querem?
- Fiquem, queremos que fiquem!
- Fiquem!
- Fiquem!
A resposta não poderia ser outra e Isabele prossegue:
- O que tens presenciado e a admiração a que chamais de “espetáculo”, quando de nossas aparições, em nosso Planeta é difundido como “tecnologia” e não representa praticamente nada daquilo podemos fazer.
Para vós, tudo é interpretado como divino, um equívoco justificado pelo desconhecimento e incompreensão dos fatos.
Há cerca de 900 anos, também estávamos em patamares parelhos ao que hoje vivenciais em Yron, onde tudo era divino e não raros interpretados e justificados por fontes religiosas. Nossos horizontes não ultrapassavam aos pálidos reflexos de uma constituição humana centralizada no poder divino, onde a sorte dos acontecimentos era atribuída aos Deuses.
De uma forma ou de outra, a evolução é constante e não cabe em si. Alguns gênios se entrelaçaram em períodos distintos unindo religiosidade e ciência, determinantes ao nosso crescimento. Estes gênios não eram divindades ou seres sobrenaturais, mas estudiosos que em muito contribuíram, para que chegássemos aos patamares onde hoje nos encontramos.
É um processo vagaroso e requer persistência e dedicação.
Atos conclusivos, não acontecem da noite para o dia, por isso os filhos e os filhos dos filhos de Yron serão os beneficiados.
A partir do momento que compreenderem que vosso Criador já fez sua parte tendo vos criado e que seus desígnios são imutáveis, não interferindo, beneficiando ou castigando a quem quer que seja deixando o livre arbítrio direcionar vossa caminhada na senda a que foram incumbidos.
Diferentemente da noite anterior, a plateia ouvia em silêncio as palavras de Isabele, sem questionar ou interrompe-la com perguntas, parecendo assimilar aquelas palavras, como se ouvissem música, hipnotizados por ela.
E mais uma vez, Isabele prossegue:
Na Terra, nossos estágios evolutivos foram divididos por Eras Astrológicas, sendo levados em consideração os períodos que atravessamos de acordo com a posição dos astros celestes.
Neste momento, Gabriel expõe a grande roda astrológica com os signos do Zodíaco e Isabele fala sobre a Era de Peixes.
Esta é uma Era fundamental para Yron, assim como foi para nosso Planeta por várias gerações. Hoje, Yron vive essa mesma Era que se compreende num estágio evolutivo relacionado ao aprimoramento religioso, ao conceito de moralidade e fé atribuído a um Deus, neste caso a Pory, vosso Deus.
Durante este período, os povos vivem alienados e presos a condições divinas e religiosas, por assim entender que o inexplicável é sobrenatural. Desta forma, os povos atribuem toda a sorte dos acontecimentos a uma vontade superior, sejam elas boas ou ruins, porém, também está condicionada a fé, que nutre o intercâmbio entre divindades e os homens.
Mesmo sem provas ou embasamento científico, milagres acontecem e pedidos são atendidos, fazendo-se crer reais, estimulando a fé interior de cada um, com a convicção de proteção e merecimento.
Por outro lado, o amor e a compaixão, também são difundidos e esta é uma razão nobre entre os povos, onde o respeito mútuo e a moral culminam com o entendimento, que é a base inicial para o desenvolvimento da tecnologia.
Uma seta desloca-se da Era de Peixes e passa para Aquário.
Aquário, é a Era da tecnologia, Era vivida atualmente em nosso Planeta, a Terra.
A mudança da Era de Peixes para a de Aquário, não aconteceu de um momento para outro, como visto na passagem da seta, na verdade o período de uma Era é de aproximadamente 2300 anos terrestre, o equivalente a 766 anos de Yron. A transição, também é morosa e precisamos de mais 400 anos para perceber a verdadeira mudança. Nesta escala, Yron precisará de aproximadamente 255 anos. Somente constatamos que havíamos saído da Era de Peixes para Aquário quando realmente conquistamos avanços tecnológicos significativos que nos conduziram a descobertas que nos possibilitaram desvendar mistérios considerados como divinatórios por várias gerações.
Não podemos mudar estes ciclos, porque obedecem a uma lei natural, mas vos adiantar para que as gerações futuras tenham melhor compreensão minimizando ao menos o período de transição, que certamente é eminente.
Depois do silêncio, uma pergunta:
- Como podemos acreditar que não seja uma Deusa, uma enviada de Pory?
- Estou tão distante dos Deuses, que assim como todos vocês, não posso nem ao menos intuir ou decifrar seus mistérios. Mas posso garantir que nossos Deuses não interferem de forma alguma em nossas vontades. A prova disto é que se Pory não está interferindo em nossas aparições, das duas uma: Ou está satisfeito com o que temos realizado ou verdadeiramente não pode ir contra suas próprias leis.
Nós somos os juízes dos nossos atos e atitudes, portanto nos cabe apenas o discernimento das nossas ações.
Por hoje e só povo de Yron. Retornem as suas casas e reflitam, estaremos ausentes por alguns dias, mas em breve voltaremos a nos comunicar e simplesmente desaparecem.

sábado, 27 de dezembro de 2014

As controvérsias "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

As controvérsias




Mais um dia acontecia no Planeta Yron, mas agora aquele povo havia muito a discutir e avaliar, afinal não era todos os dias que recebiam a visita de seres com a supremacia dos terráqueos.
Apesar de enfatizarem que não eram Deuses, os yronianos assim os consideravam, principalmente pelo espetáculo presenciado na noite anterior, inclusive Alex e Velma, que agora distribuíam o jornal “A Informação”, tendo estampado na primeira página os seguintes dizeres: “Eles não são Filhos, mas enviados de Pory”.
Muitos yronianos dirigiram-se ao Movimento Popular na expectativa da aparição do casal logo pela manha, motivo pelo qual, estava extremamente congestionado, vários deles até montaram acampamento aguardando nova aparição, mas não aconteceu.
Infiltrados na multidão, lá estavam os terráqueos usando os disfarces, que lhes tornavam totalmente irreconhecíveis. Ambos pareciam mais velhos e seus cabelos estavam grisalhos, além de estarem mais gordos com suas vestes maltrapilhas que denotavam a simplicidade e humildade própria do povo yroniano.
Obviamente o assunto no Movimento Popular não poderia ser outro senão o que tivera sido abordado pelo casal. Alguns entenderam a mensagem, enquanto outros mantiveram a velha opinião formada, onde o debate sobre o tema trazia consigo controvérsias quando religião e fé vinham à tona naquele intenso repertório.
Isabele e Gabriel, puderam assim recolher informações de extremo valor, obtidas pelos pronunciamentos dos próprios yronianos a respeito do que compreenderam, interpretaram e que agora serviam de opiniões as controvérsias destacadas durante os debates que participavam, sem mesmo terem investido em nenhum momento, algum tipo de troca de informações.
Ficaram surpresos em ouvir um ancião dizer que os terráqueos eram enviados de Pory e que toda aquela encenação era uma prova para testar suas crenças naquele Deus e que obviamente se tivessem sua fé abalada, poderiam sofrer vários castigos.
Outro, afirmou que recebeu a visita do Deus Pory em seus sonhos, pedindo para que não caísse na tentação em acreditar nas palavras e ilusões dos malfeitores.
A melhor avaliação ouvida partiu de uma senhora que dizia ter compreendido a mensagem, simplesmente afirmando nunca ter testemunhado algum tipo de milagre, não só em sua vida como na de seus entes queridos.

Assim, recheados de argumentos e opiniões, o casal retorna a “casa base” e se preparam para a segunda investida.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Universo "Vida! Uma Viagem pelos Mundos

Explicando o Universo aos yronianos

Alex e Velma, agora faziam parte daquele grupo de “alunos”, mas no fundo sabiam da importância que tiveram para que tais acontecimentos viessem à tona e tudo que mais queriam, era o retorno de seus amigos ao seio do seu convívio.
Prosseguindo, Isabele explica que Yron não é o único Planeta habitado na vastidão do Universo:
- O Universo é repleto de vida e muitos Planetas similares ao vosso se escondem na escuridão do desconhecimento. A jornada para obtenção do conhecimento é longa e não raro muito sofrida, mas quando conseguido se apressa e avoluma-se, mostrando novos horizontes, novas certezas e infinitas possibilidades.
Em meio a breve pausa de seu pronunciamento, um ancião pergunta:
- De que conhecimento está falando?
- Refiro-me ao aprendizado, a sabedoria e a compreensão. Entender que por maior que seja a crença numa divindade, nada se consegue sem esforço próprio e uma vida apenas não basta para se atingir um nível significativo na obtenção destes quesitos. Os avanços são morosos e muitas vezes dados como intangíveis, mas com paciência e perseverança conseguidos. A perfeição é nossa meta e devemos lutar por ela, mas não sem antes compreender que temos nossas limitações e por isso aceitá-las, mas usando a sabedoria, retocando-as para que trabalhem em nosso favor.
- Como nossas limitações podem ser vencidas por esta suposta sabedoria?
- Usando ferramentas, não podes pregar uma tábua sem um martelo! – A necessidade contribui para com o avanço.
- Mas Pory nos presenteou com Yron e aqui temos fartura, o que ganharemos adquirindo sabedoria?
- Precisais avançar, pois teus filhos morrem precocemente e a evolução do Planeta seriamente comprometida.
- Rogamos a Pory e entregamos em suas mãos o destino de nossos filhos, quando somos atendidos, agradecemos pelos milagres e quando não, nos consolamos com a partida, pois sabemos que nossos filhos estarão sob a proteção de Pory.
- Aceitas, mas sofres por que nada podes fazer. Podemos lhes auxiliar ensinando-lhes a erradicar algumas moléstias, mas para tanto, precisaremos que compreendam que não somos Deuses, mas seres dispostos em vos ajudar e que assim como vocês, apesar de mais evoluídos, também temos nossas limitações.
- Diga-nos mais sobre esta evolução, como adquiriram poderes?
- Esta era a pergunta que mais esperávamos e se tiverdes paciência muito poderemos esclarecer.
Devem estar cientes que não é colocando todas as vossas expectativas em Pory, que conseguireis alcançar algum tipo de supremacia, pois que o livre arbítrio vos foi concedido com a clara intenção de discernimento para atingirdes e galgardes postos mais avançados na senda a que me refiro.
Pory é o Deus regente de Yron, assim como outros Planetas possuem Deuses regentes em estado evolutivo equitativo a Pory.
Entendam, Pory é o Deus de Yron, mas não é o Deus de onde viemos, mas isto não lhe tira os méritos que tem, portanto é o Deus regente, governador deste Planeta.
O Grandioso Ser está para os Deuses, assim como os Deuses estão para nós.
Não temos como medir, avaliar ou compreender, nem tão pouco inserir palavras que possam expressar a magnitude do Grandioso Ser, sua obra e muito menos seus desígnios, mas sabemos que, com esforço, estudo e dedicação, mais próximos dos Deuses, nossos criadores estaremos.
Isabele é interrompida por uma pergunta feita por Velma:
- Então, afirmas que devemos crer em vários Deuses, não seria Pory o Grandioso Ser?
- Não deves acreditar em vários Deuses, apenas em Pory, teu Deus, mas não é Pory o Grandioso Ser, este não tem como ser mensurado.
Todos os Deuses estão qualificados e comprometidos com os desígnios do Grandioso Ser, o verdadeiro mentor e criador do Universo, magnânimo para os Deuses, assim como Pory e todos os outros Deuses regentes de cada Planeta habitado, também o é para cada um de nós.
Neste momento, Gabriel expõe através da holografia, a imagem dos Planetas Yron, Terra e também dos Sois que iluminam os respectivos Planetas, lado a lado, com seus tamanhos e medidas de acordo com o raio equatorial dos mesmos, mostrando que o primeiro tem o dobro do tamanho do segundo e que em relação aos Astros os Planetas quase desaparecem. Posteriormente, pede aos presentes que façam uma rápida avaliação e que mensurem suas próprias dimensões em relação às dimensões dos Planetas e dos Astros. Todos ficam estarrecidos e de certa forma decepcionados, com o ínfimo e módico tamanho a que foram reduzidos.

Isabele volta a se pronunciar:
O que acabaram de presenciar é apenas um pálido reflexo do que temos no Universo, existem Astros de tamanhos incomensuráveis, que nos submetem ao estado de infinitas frações de um pequeno grão de areia. Esta realidade nos dá uma pequena prova da extraordinária magnitude do Grandioso Ser, que tem sob seu comando os Deuses que lhes prestam serviços, a fim de atender as demandas para o qual foram designados.

A noite já estava alta e diversas perguntas e questionamentos dos assuntos ali abordados, foram suspensos com a promessa de um breve retorno pelo casal, para dar sequência ao árduo trabalho a que se comprometeram. Assim a primeira sessão é dada por encerrada, com o desaparecimento de Isabele que teve a imagem de seu corpo a princípio muito reluzente e posteriormente o esmaecimento até sumir.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Yron recebe os “Filhos de Pory” "Vida..."

Yron recebe os “Filhos de Pory”


Alguns dias se passaram desde que Isabele e Gabriel desapareceram, eles voltaram a Terra e buscaram alguns instrumentos, entre eles um pequeno equipamento conhecido como “Magno” no século XXVII e considerado o computador dos computadores, capaz de realizar as façanhas mais incríveis já imaginadas pelo homem.
Ao chegarem a Yron perceberam que a notícia sobre o aparecimento dos Filhos de Pory havia se alastrado de forma descabida e confusa, gerando pânico e principalmente incompreensão, motivo este que lhes fez agir mais brevemente.
Após providenciarem um disfarce, alugaram uma pequena casa que usariam como base para seus propósitos. Aguardaram a chegada da noite e implantaram em pontos estratégicos diversos dispositivos ligados remotamente que lhes auxiliariam durante aquela empreitada. Tais dispositivos eram chamados de feijão, por sua aparência e similaridade com este grão. Retornaram a base e fizeram os testes necessários, com maior relevância para som e imagem. Usaram trajes brancos e totalmente desconhecidos por aqueles habitantes. Tudo certo e pronto para os acontecimentos que haviam planejado.

A primeira aparição

Por intermédio de “Magno”, usaram a holografia de seus próprios corpos vestindo os trajes próprios e por volta das 18h daquele dia fizeram sua primeira aparição entre os yronianos no movimento popular. Aturdidos e confusos instantaneamente aquelas pessoas foram tomadas de pânico e medo ao verem aquela materialização espetacular.
Eles mantiveram-se calados por alguns minutos e vendo que o burburinho se abrandava, Gabriel fala em yroniano de forma que os presentes pudessem ouvir com bastante nitidez: Não tenham medo, estamos aqui para lhes ajudar e Isabele completa: Trazemos boas novas e esperança para Yron.
Som e imagem eram perfeitos e ao escutarem a mensagem, se aquietaram num silêncio profundo a espera do que os supostos filhos de Pory tinham para dizer.
Assim, Gabriel começa o discurso:
Há alguns dias, outros mensageiros estiveram em Yron e fizeram o primeiro contato com vocês, com a intenção de prepará-los para nossa chegada. Pois bem aqui estamos e vamos lhes explicar da melhor forma, as dúvidas que desde sempre lhes perseguem.
Neste momento, sabedores dos últimos acontecimentos, Velma e Alex chegam ao movimento popular, trazendo um misto de saudade e curiosidade sobre o que o casal tinha a dizer.
Isabele assume o comando e começa com uma pergunta:
- Vocês já imaginaram se Yron tivesse apenas um Sol e uma Lua?
E se as nuvens fossem brancas como o algodão?
Sabemos que não conseguem imaginar e por isso eu lhes peço que nos ouçam com muita atenção, pois viemos lhes mostrar a verdade, uma verdade que conhecemos.
- Vocês são os Filhos de Pory? – Indagou um cidadão no meio dos ali presentes.
- Não, não somos Filhos de Pory. Somos todos filhos do Grandioso Ser, inclusive Pory.
Enquanto todos prestavam atenção nas palavras de Isabele, Gabriel projeta a imagem do esquema planetário do sistema solar.  
- De onde viemos, o céu é azul e temos apenas um Sol e uma Lua, como vocês podem ver se olharem para cima.
A seguir, imagens da Terra à noite e de dia, mostrando o Sol e a Lua.
Como já era de se esperar, aquele intenso burburinho voltou a frequentar o ambiente e em silêncio o casal permaneceu até que findasse aquele frenesi.
A verdade que lhes trago, está muito acima da vossa compreensão, mas já vivemos em circunstâncias parecidas com a que hoje vocês vivem aqui em Yron e por esse motivo, somos considerados Deuses,... Mas não somos.
Neste ínterim, um cidadão tenta tocar em Gabriel, que ao perceber a investida, desaparece instantaneamente, fazendo com que a multidão voltasse a sentir medo e logo a seguir sua voz é ouvida por todos sem seu corpo estar presente: “Para o bem estar de todos, pedimos que não nos toquem”.
Isabele prossegue:
- Não estamos aqui para tomar o lugar de Pory de vossos corações, mas acrescentar sabedoria e vos auxiliar na senda do processo evolutivo de Yron.
Yron não é o centro do Universo, também não é melhor nem pior que mundos similares a este.

Enquanto Isabele dava sua resumida “aula” de astronomia, diversos hologramas eram exibidos de forma sistemática e simples, mostrando aquelas pessoas outra realidade jamais imaginada. Os yronianos mostravam-se bem receptíveis as informações e aos poucos o medo e o temor abria espaço ao deslumbramento, que lhes preenchiam de coragem para perguntas pertinentes aquele assunto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Confusão no movimento popular "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

Confusão no movimento popular

No caminho de volta ao passarem pelo Movimento Popular, Isabele e Gabriel percebem que algo diferente estaria acontecendo: Um homem conhecido como Sammy, exaltado espalhava aos quatro cantos ter visto os filhos de Pory que se comunicara com ele e teriam desaparecido diante seus olhos. A notícia se espalhou rapidamente na feira, principalmente pela credibilidade e conceito daquele sujeito.
Ao tomarem ciência do fato, o casal imediatamente associou aquela aparição a seus conterrâneos, como não estavam preparados para tal situação, não interferiram nem nada puderam fazer e retornaram a Casa da Moeda, onde a notícia já havia chegado.
Também cientes dos fatos, os irmãos a princípio atribuíram ao casal a responsabilidade por aquele acontecimento e de pronto, Velma sai na frente:
- Porque fizeram isto?
- Não fomos nós!
- Então, Pory realmente enviou seus Filhos, qual seria a mensagem?
- Também não foi Pory e nenhuma outra divindade, nem tão pouco houve alguma mensagem, por favor, Velma tente compreender que não participamos de nenhuma vontade divina e nem somos questionados ou indagados, merecedores ou julgados, simplesmente vivemos e apreciamos, cumprimos papéis morais estabelecidos pela própria sociedade em que nos encontramos. Seria muito fácil pedir e ter, clamar e ser ouvido, suplicar e ser atendido, mas isso não acontece exatamente por ir contra as leis imutáveis da natureza.
- Então, como explicas tal aparição?
- Recebemos a visita de membros da empresa que trabalhávamos que vieram a nossa procura, apenas com a intenção de nos resgatar, pensando que estivéssemos em apuros por não termos retornado. Satisfeita?
- E aparecem e desaparecem assim, sem se preocupar com as consequências e a confusão que podem causar nas cabeças das pessoas, como fica?
- Não deveria ser assim, mas nem todos agem ou tem sensibilidade para discernir entre o certo e o errado, o que pode ou o que deve ser feito e por isso te peço desculpas pelo mal entendido.
- Não me deves desculpas, mas ao nosso povo, uma explicação Isabele.
- Como poço dar explicações a cerca de coisas acima da vossa compreensão?
- Fale a verdade e eles entenderão!
- Estais certa disto, e Pory onde entre na história?
- Eu não sei, mas tu saberás como resolver.
Velma colocou Isabele em cheque, que não vendo melhor alternativa disparou:
Somente os Deuses têm o poder de modificar ou adiantar o estado evolutivo de uma civilização, pois bem se nos consideras como Deuses, então que assim seja e a sorte do seu planeta está lançada. Tu sabes que podemos simplesmente ir embora e deixarmos tudo para trás, se disserem sobre nós, acreditarão estardes loucos, pois nada poderíeis provar.
- É verdade Velma, interpôs Alex.
- Ainda assim, prefiro a verdade, a ver as pessoas julgarem-se loucas.
Naquela tarde Isabele e Gabriel pela primeira vez desaparecem na frente dos irmãos, que estupefatos entreolharam-se sem nada entender.
- Depois de alguns minutos, Alex pergunta: Será que foram embora?
- Eu não sei Alex, mas acredito que isso não acaba aqui, respondeu Velma.
Independente do que façam, nunca falarei sobre eles e espero que você também não, Alex.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Interpretação equivocada "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

Interpretação equivocada.



Disposto a investigar pessoalmente e com a ajuda da amante, Joshua se antecipa e diz que precisam partir imediatamente. Assim, Naomi pega dois chips em sua bolsa, os dois se olham, se concentram para onde o casal estaria e... Desaparecem.
Ao chegarem a Yron, a primeira coisa que avistaram foi um enorme galpão com uma inscrição indecifrável pendurada no alto da entrada como uma tabuleta, parecendo ser um letreiro com o nome de uma empresa. Era hora do almoço e logo, intensa movimentação de trabalhadores que saía aos borbotões acontecia misturada com a confusão daquele estranho linguajar.
Confusos e descrentes se afastaram e começaram uma comunicação telepática entre si, questionando o que presenciaram. Olharam ao redor e não viram nada além de casebres espremidos numa ruela, que ao longe, para o norte mostrava grande concentração de pessoas e para o sul, o que parecia ser o final da civilização.
Que calor infernal, resmungou Joshua e ao olhar para o céu segurou a mão de Naomi, que vendo sua cabeça erguida fez o mesmo. São dois Sois e as nuvens cor de rosa, que lugar é este e o que teria prendido meus funcionários por aqui, indagou Joshua.
Usando a palavra, Naomi responde que ali não podia ser um paraíso e que talvez tivessem tido problemas com o chip impedindo-os de voltar.
- Nunca saberemos se não estivermos com eles, se tivermos as respostas de suas próprias bocas.
- Porque não tentas a comunicação telepática com ela?
- Pensas que ainda não pensei nisto? – Ainda não o fiz, porque primeiro quero saber onde estou pisando, saber se realmente vale a pena investir neste lugar. Vamos para o norte tentar nos comunicar com essa gente.
Assim o fizeram e ao chegar ao movimento popular, dirigiram-se a primeira barraca e Joshua se expressa: Do you speak english? - Usted habla español? - Parlez-vous français?
- yrensid irrich ev apaplow! – myrtaw frik nees ystrom inast gremum.
- Não vai dar certo Joshua, melhor irmos embora.
Concordando com Naomi, viraram as costas ao seu interlocutor e usando o chip, desaparecem como num passe de mágica reaparecendo no descampado, sozinhos e cercados apenas pelas imensas montanhas de Yron, lugar bem conhecido e frequentado por Isabele e Gabriel. Desanimado, Joshua sugere a Naomi irem embora, dizendo-se insatisfeito e que esta aventura em nada estava lhe agradando. Naomi concorda, mas quando estavam perto de fazer a concentração para voltar, são surpreendidos por Gabriel e Isabele, que foram até o descampado passear depois do almoço como já era de costume.
- Joshua! O que fazes por aqui?
- Isabele, Gabriel, que surpresa! – Esta é Naomi... Minha noiva.
- Viestes a nossa procura, porque não se comunicou telepaticamente, quando chegaram?
- A cerca de meia hora e estamos um pouco confusos.
- É um prazer lhe conhecer Isabele, principalmente por ser sua substituta na CLSB e concluir a programação do chip.
- Acreditamos ser um marco da nossa história e com isto progredir e auxiliar aqueles em condições de inferioridade a nossa como Yron, este planeta.
Isabele esboça as características de Yron, como vivem, fala das questões religiosas e do Deus Pory, enquanto Gabriel, desconcertado e sob o intenso olhar interessado de Naomi resume o que fizeram e o quanto ainda pretendem acrescentar. Dizem-se saudosos da Terra e da falta que sentem das tecnologias, mas que decidiram ficar até concluírem seus objetivos.
Desinteressados por constatarem realidades adversas a seus verdadeiros propósitos, Joshua e Naomi atribuem sua vinda como uma tentativa de resgate e salvamento do casal, mas diante as explanações obtidas declinam em suas intenções.
- Precisamos voltar para Terra e agora que sabemos que estão bem, nada mais temos a fazer aqui, concluiu Joshua.
Naomi retira dois novos chips de sua bolsa e pondo-os nas mãos de Isabele, se diz agradecida por suas iniciativas e lhe dá um abraço.
Por fim, Joshua e Naomi se concentram e desaparecem daquele lugar, tendo como testemunhas os olhos arregalados de Isabele e Gabriel.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Dr. Joshua chega a Yron acompanhado "Vida...

Dr. Joshua chega a Yron acompanhado




Muitas coisas aconteceram na Terra desde a partida de Isabele e Gabriel.
A pesquisa sobre o chip de transporte à velocidade do pensamento culminou em êxito, após o ingresso de novos participantes na pesquisa iniciada por Isabele. A frente do projeto, Joshua identificou a promissora jovem Naomi Nadine Shannon, como substituta e sucessora de Isabele.
Naomi tinha um porte esguio, era alta, loira e extremamente inteligente, entretanto, não deixava escapar um ar arrogante que denotava superioridade diante aos colegas de trabalho.
Ao concluir o trabalho começado por Isabele, Naomi ganhou notoriedade internacional e elevado prestígio junto a CSLB, motivo pelo qual adquiriu voz ativa junto ao Conselho Deliberativo da empresa.
Diante tal prestígio, Joshua passou a bajular e de certa forma se encantar com os dotes de Naomi, convidando-a para jantar e propondo encontros, cada vez mais frequentes até que numa ocasião propícia, num encontro da cúpula da sociedade brasileira, ela aceitou o convite.
As intenções de Naomi não eram amorosas, mas usou este artifício, como parte de um plano para convencer Joshua a irem ao encontro do casal, mesmo não sabendo onde estavam. Ela tinha em sua mente, que para ter viajado há determinado lugar sem regresso, eles teriam encontrado algum tipo de paraíso e por lá decidiram ficar. O fato de não ter sido a mentora do projeto, também lhe incomodava, pois o nome de Isabele Constantine sempre era mencionado nas honrarias do projeto.
Os encontros se tornaram mais frequentes e aos poucos Joshua mostrava o quanto era interessado pelo poder e luxúria, fatores que serviriam a Noemi como argumentos para lhe convencer a partirem.
Certa noite, em seu apartamento, após se entregarem a momentos prazerosos Noemi investe em seu plano e arrisca um palpite que certamente aguçaria a curiosidade de Joshua e entre afagos e beijos deixa escapar:
- Você não tem curiosidade em saber onde Isabele e Gabriel estão?
- Não!
- Mesmo sabendo que possam estar ricos e vivendo outra realidade, melhor que a nossa?
- Nunca pensei nesta possibilidade, acredito que não puderam voltar em virtude do chip não estar 100% completo, talvez estejam mortos.
- Negativo, com 90% das propriedades concluídas, nada lhes impediria.
- Então, eles poderiam ter voltado e não o fizeram... Algo realmente extraordinário deve ter acontecido.
- Só temos uma maneira de saber, querido! – E se não julgarmos interessante, voltamos.
Esta abordagem soou como uma caixa registradora e seus olhos brilharam após levantar uma das sobrancelhas.