domingo, 28 de dezembro de 2014

A segunda aparição "Vida! Uma Viagem Pelos Mundos"

A segunda aparição



Com base no que testemunharam, os terráqueos oferecem aos yronianos um espetáculo não menos surpreendente que na sua primeira aparição ao anoitecer daquele mesmo dia:
Por intermédio de “Magno”, é produzida uma sinfonia em som quadra estéreo, nunca dantes ouvida por aquele povo, com riquíssima melodia, tão apurada em seus mínimos detalhes, que lhes soava como sons celestiais.
Ao final da canção, a aparição do casal é realizada com feixes de luzes iridescentes em meio à névoa artificial lançada propositadamente, que ao se dissipar, vagarosamente mostravam a silhueta dos terráqueos.
Foi como se tivesse sido a primeira vez, causando arrepios e convulsão entre os yronianos. Tão logo o silêncio é restabelecido e os ânimos acalmados, a voz de Isabele é ouvida aos quatro cantos por ser utilizado o mesmo instrumento produzido pela melodia:
- Meu nome é Isabele.
- E o meu, Gabriel.
- Somos terráqueos e vivemos no século XXVII.
- Uma diferença de aproximadamente 867 anos a frente deste tempo.
- Podem avaliar esta diferença de tempo numa pequena escala da evolução? – Sabemos que não e por isso, voltamos a enfatizar que não somos Deuses e nem tão pouco enviados por Pory ou qualquer outro Deus.
Estamos aqui para vos auxiliar, sem nada pedir em troca, por nossa livre e espontânea vontade.
Não pedimos que abdiquem de Pory e compartilhem nosso Deus, lhes mostramos apenas uma nova forma de pensar e agir, onde os maiores beneficiados serão seus filhos, os filhos de Yron.
Se não o quiserdes, estamos prontos para partir e não mais retornaremos a Yron.
O que vocês querem?
- Fiquem, queremos que fiquem!
- Fiquem!
- Fiquem!
A resposta não poderia ser outra e Isabele prossegue:
- O que tens presenciado e a admiração a que chamais de “espetáculo”, quando de nossas aparições, em nosso Planeta é difundido como “tecnologia” e não representa praticamente nada daquilo podemos fazer.
Para vós, tudo é interpretado como divino, um equívoco justificado pelo desconhecimento e incompreensão dos fatos.
Há cerca de 900 anos, também estávamos em patamares parelhos ao que hoje vivenciais em Yron, onde tudo era divino e não raros interpretados e justificados por fontes religiosas. Nossos horizontes não ultrapassavam aos pálidos reflexos de uma constituição humana centralizada no poder divino, onde a sorte dos acontecimentos era atribuída aos Deuses.
De uma forma ou de outra, a evolução é constante e não cabe em si. Alguns gênios se entrelaçaram em períodos distintos unindo religiosidade e ciência, determinantes ao nosso crescimento. Estes gênios não eram divindades ou seres sobrenaturais, mas estudiosos que em muito contribuíram, para que chegássemos aos patamares onde hoje nos encontramos.
É um processo vagaroso e requer persistência e dedicação.
Atos conclusivos, não acontecem da noite para o dia, por isso os filhos e os filhos dos filhos de Yron serão os beneficiados.
A partir do momento que compreenderem que vosso Criador já fez sua parte tendo vos criado e que seus desígnios são imutáveis, não interferindo, beneficiando ou castigando a quem quer que seja deixando o livre arbítrio direcionar vossa caminhada na senda a que foram incumbidos.
Diferentemente da noite anterior, a plateia ouvia em silêncio as palavras de Isabele, sem questionar ou interrompe-la com perguntas, parecendo assimilar aquelas palavras, como se ouvissem música, hipnotizados por ela.
E mais uma vez, Isabele prossegue:
Na Terra, nossos estágios evolutivos foram divididos por Eras Astrológicas, sendo levados em consideração os períodos que atravessamos de acordo com a posição dos astros celestes.
Neste momento, Gabriel expõe a grande roda astrológica com os signos do Zodíaco e Isabele fala sobre a Era de Peixes.
Esta é uma Era fundamental para Yron, assim como foi para nosso Planeta por várias gerações. Hoje, Yron vive essa mesma Era que se compreende num estágio evolutivo relacionado ao aprimoramento religioso, ao conceito de moralidade e fé atribuído a um Deus, neste caso a Pory, vosso Deus.
Durante este período, os povos vivem alienados e presos a condições divinas e religiosas, por assim entender que o inexplicável é sobrenatural. Desta forma, os povos atribuem toda a sorte dos acontecimentos a uma vontade superior, sejam elas boas ou ruins, porém, também está condicionada a fé, que nutre o intercâmbio entre divindades e os homens.
Mesmo sem provas ou embasamento científico, milagres acontecem e pedidos são atendidos, fazendo-se crer reais, estimulando a fé interior de cada um, com a convicção de proteção e merecimento.
Por outro lado, o amor e a compaixão, também são difundidos e esta é uma razão nobre entre os povos, onde o respeito mútuo e a moral culminam com o entendimento, que é a base inicial para o desenvolvimento da tecnologia.
Uma seta desloca-se da Era de Peixes e passa para Aquário.
Aquário, é a Era da tecnologia, Era vivida atualmente em nosso Planeta, a Terra.
A mudança da Era de Peixes para a de Aquário, não aconteceu de um momento para outro, como visto na passagem da seta, na verdade o período de uma Era é de aproximadamente 2300 anos terrestre, o equivalente a 766 anos de Yron. A transição, também é morosa e precisamos de mais 400 anos para perceber a verdadeira mudança. Nesta escala, Yron precisará de aproximadamente 255 anos. Somente constatamos que havíamos saído da Era de Peixes para Aquário quando realmente conquistamos avanços tecnológicos significativos que nos conduziram a descobertas que nos possibilitaram desvendar mistérios considerados como divinatórios por várias gerações.
Não podemos mudar estes ciclos, porque obedecem a uma lei natural, mas vos adiantar para que as gerações futuras tenham melhor compreensão minimizando ao menos o período de transição, que certamente é eminente.
Depois do silêncio, uma pergunta:
- Como podemos acreditar que não seja uma Deusa, uma enviada de Pory?
- Estou tão distante dos Deuses, que assim como todos vocês, não posso nem ao menos intuir ou decifrar seus mistérios. Mas posso garantir que nossos Deuses não interferem de forma alguma em nossas vontades. A prova disto é que se Pory não está interferindo em nossas aparições, das duas uma: Ou está satisfeito com o que temos realizado ou verdadeiramente não pode ir contra suas próprias leis.
Nós somos os juízes dos nossos atos e atitudes, portanto nos cabe apenas o discernimento das nossas ações.
Por hoje e só povo de Yron. Retornem as suas casas e reflitam, estaremos ausentes por alguns dias, mas em breve voltaremos a nos comunicar e simplesmente desaparecem.

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