segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Yron recebe os “Filhos de Pory” "Vida..."

Yron recebe os “Filhos de Pory”


Alguns dias se passaram desde que Isabele e Gabriel desapareceram, eles voltaram a Terra e buscaram alguns instrumentos, entre eles um pequeno equipamento conhecido como “Magno” no século XXVII e considerado o computador dos computadores, capaz de realizar as façanhas mais incríveis já imaginadas pelo homem.
Ao chegarem a Yron perceberam que a notícia sobre o aparecimento dos Filhos de Pory havia se alastrado de forma descabida e confusa, gerando pânico e principalmente incompreensão, motivo este que lhes fez agir mais brevemente.
Após providenciarem um disfarce, alugaram uma pequena casa que usariam como base para seus propósitos. Aguardaram a chegada da noite e implantaram em pontos estratégicos diversos dispositivos ligados remotamente que lhes auxiliariam durante aquela empreitada. Tais dispositivos eram chamados de feijão, por sua aparência e similaridade com este grão. Retornaram a base e fizeram os testes necessários, com maior relevância para som e imagem. Usaram trajes brancos e totalmente desconhecidos por aqueles habitantes. Tudo certo e pronto para os acontecimentos que haviam planejado.

A primeira aparição

Por intermédio de “Magno”, usaram a holografia de seus próprios corpos vestindo os trajes próprios e por volta das 18h daquele dia fizeram sua primeira aparição entre os yronianos no movimento popular. Aturdidos e confusos instantaneamente aquelas pessoas foram tomadas de pânico e medo ao verem aquela materialização espetacular.
Eles mantiveram-se calados por alguns minutos e vendo que o burburinho se abrandava, Gabriel fala em yroniano de forma que os presentes pudessem ouvir com bastante nitidez: Não tenham medo, estamos aqui para lhes ajudar e Isabele completa: Trazemos boas novas e esperança para Yron.
Som e imagem eram perfeitos e ao escutarem a mensagem, se aquietaram num silêncio profundo a espera do que os supostos filhos de Pory tinham para dizer.
Assim, Gabriel começa o discurso:
Há alguns dias, outros mensageiros estiveram em Yron e fizeram o primeiro contato com vocês, com a intenção de prepará-los para nossa chegada. Pois bem aqui estamos e vamos lhes explicar da melhor forma, as dúvidas que desde sempre lhes perseguem.
Neste momento, sabedores dos últimos acontecimentos, Velma e Alex chegam ao movimento popular, trazendo um misto de saudade e curiosidade sobre o que o casal tinha a dizer.
Isabele assume o comando e começa com uma pergunta:
- Vocês já imaginaram se Yron tivesse apenas um Sol e uma Lua?
E se as nuvens fossem brancas como o algodão?
Sabemos que não conseguem imaginar e por isso eu lhes peço que nos ouçam com muita atenção, pois viemos lhes mostrar a verdade, uma verdade que conhecemos.
- Vocês são os Filhos de Pory? – Indagou um cidadão no meio dos ali presentes.
- Não, não somos Filhos de Pory. Somos todos filhos do Grandioso Ser, inclusive Pory.
Enquanto todos prestavam atenção nas palavras de Isabele, Gabriel projeta a imagem do esquema planetário do sistema solar.  
- De onde viemos, o céu é azul e temos apenas um Sol e uma Lua, como vocês podem ver se olharem para cima.
A seguir, imagens da Terra à noite e de dia, mostrando o Sol e a Lua.
Como já era de se esperar, aquele intenso burburinho voltou a frequentar o ambiente e em silêncio o casal permaneceu até que findasse aquele frenesi.
A verdade que lhes trago, está muito acima da vossa compreensão, mas já vivemos em circunstâncias parecidas com a que hoje vocês vivem aqui em Yron e por esse motivo, somos considerados Deuses,... Mas não somos.
Neste ínterim, um cidadão tenta tocar em Gabriel, que ao perceber a investida, desaparece instantaneamente, fazendo com que a multidão voltasse a sentir medo e logo a seguir sua voz é ouvida por todos sem seu corpo estar presente: “Para o bem estar de todos, pedimos que não nos toquem”.
Isabele prossegue:
- Não estamos aqui para tomar o lugar de Pory de vossos corações, mas acrescentar sabedoria e vos auxiliar na senda do processo evolutivo de Yron.
Yron não é o centro do Universo, também não é melhor nem pior que mundos similares a este.

Enquanto Isabele dava sua resumida “aula” de astronomia, diversos hologramas eram exibidos de forma sistemática e simples, mostrando aquelas pessoas outra realidade jamais imaginada. Os yronianos mostravam-se bem receptíveis as informações e aos poucos o medo e o temor abria espaço ao deslumbramento, que lhes preenchiam de coragem para perguntas pertinentes aquele assunto.

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