Yron recebe os “Filhos de Pory”
Alguns
dias se passaram desde que Isabele e Gabriel desapareceram, eles voltaram a
Terra e buscaram alguns instrumentos, entre eles um pequeno equipamento
conhecido como “Magno” no século XXVII e considerado o computador dos
computadores, capaz de realizar as façanhas mais incríveis já imaginadas pelo
homem.
Ao
chegarem a Yron perceberam que a notícia sobre o aparecimento dos Filhos de
Pory havia se alastrado de forma descabida e confusa, gerando pânico e
principalmente incompreensão, motivo este que lhes fez agir mais brevemente.
Após
providenciarem um disfarce, alugaram uma pequena casa que usariam como base
para seus propósitos. Aguardaram a chegada da noite e implantaram em pontos
estratégicos diversos dispositivos ligados remotamente que lhes auxiliariam
durante aquela empreitada. Tais dispositivos eram chamados de feijão, por sua
aparência e similaridade com este grão. Retornaram a base e fizeram os testes
necessários, com maior relevância para som e imagem. Usaram trajes brancos e
totalmente desconhecidos por aqueles habitantes. Tudo certo e pronto para os
acontecimentos que haviam planejado.
A primeira aparição
Por
intermédio de “Magno”, usaram a holografia de seus próprios corpos vestindo os
trajes próprios e por volta das 18h daquele dia fizeram sua primeira aparição
entre os yronianos no movimento popular. Aturdidos e confusos instantaneamente
aquelas pessoas foram tomadas de pânico e medo ao verem aquela materialização espetacular.
Eles mantiveram-se
calados por alguns minutos e vendo que o burburinho se abrandava, Gabriel fala
em yroniano de forma que os presentes pudessem ouvir com bastante nitidez: Não
tenham medo, estamos aqui para lhes ajudar e Isabele completa: Trazemos boas
novas e esperança para Yron.
Som e
imagem eram perfeitos e ao escutarem a mensagem, se aquietaram num silêncio
profundo a espera do que os supostos filhos de Pory tinham para dizer.
Assim,
Gabriel começa o discurso:
Há
alguns dias, outros mensageiros estiveram em Yron e fizeram o primeiro contato
com vocês, com a intenção de prepará-los para nossa chegada. Pois bem aqui
estamos e vamos lhes explicar da melhor forma, as dúvidas que desde sempre lhes
perseguem.
Neste
momento, sabedores dos últimos acontecimentos, Velma e Alex chegam ao movimento
popular, trazendo um misto de saudade e curiosidade sobre o que o casal tinha a
dizer.
Isabele
assume o comando e começa com uma pergunta:
- Vocês
já imaginaram se Yron tivesse apenas um Sol e uma Lua?
E se as
nuvens fossem brancas como o algodão?
Sabemos
que não conseguem imaginar e por isso eu lhes peço que nos ouçam com muita
atenção, pois viemos lhes mostrar a verdade, uma verdade que conhecemos.
- Vocês
são os Filhos de Pory? – Indagou um cidadão no meio dos ali presentes.
- Não,
não somos Filhos de Pory. Somos todos filhos do Grandioso Ser, inclusive Pory.
Enquanto
todos prestavam atenção nas palavras de Isabele, Gabriel projeta a imagem do
esquema planetário do sistema solar.
- De
onde viemos, o céu é azul e temos apenas um Sol e uma Lua, como vocês podem ver
se olharem para cima.
A
seguir, imagens da Terra à noite e de dia, mostrando o Sol e a Lua.
Como já
era de se esperar, aquele intenso burburinho voltou a frequentar o ambiente e
em silêncio o casal permaneceu até que findasse aquele frenesi.
A
verdade que lhes trago, está muito acima da vossa compreensão, mas já vivemos
em circunstâncias parecidas com a que hoje vocês vivem aqui em Yron e por esse
motivo, somos considerados Deuses,... Mas não somos.
Neste
ínterim, um cidadão tenta tocar em Gabriel, que ao perceber a investida,
desaparece instantaneamente, fazendo com que a multidão voltasse a sentir medo
e logo a seguir sua voz é ouvida por todos sem seu corpo estar presente: “Para
o bem estar de todos, pedimos que não nos toquem”.
Isabele
prossegue:
- Não
estamos aqui para tomar o lugar de Pory de vossos corações, mas acrescentar
sabedoria e vos auxiliar na senda do processo evolutivo de Yron.
Yron
não é o centro do Universo, também não é melhor nem pior que mundos similares a
este.
Enquanto
Isabele dava sua resumida “aula” de astronomia, diversos hologramas eram
exibidos de forma sistemática e simples, mostrando aquelas pessoas outra
realidade jamais imaginada. Os yronianos mostravam-se bem receptíveis as
informações e aos poucos o medo e o temor abria espaço ao deslumbramento, que
lhes preenchiam de coragem para perguntas pertinentes aquele assunto.


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