terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Universo "Vida! Uma Viagem pelos Mundos

Explicando o Universo aos yronianos

Alex e Velma, agora faziam parte daquele grupo de “alunos”, mas no fundo sabiam da importância que tiveram para que tais acontecimentos viessem à tona e tudo que mais queriam, era o retorno de seus amigos ao seio do seu convívio.
Prosseguindo, Isabele explica que Yron não é o único Planeta habitado na vastidão do Universo:
- O Universo é repleto de vida e muitos Planetas similares ao vosso se escondem na escuridão do desconhecimento. A jornada para obtenção do conhecimento é longa e não raro muito sofrida, mas quando conseguido se apressa e avoluma-se, mostrando novos horizontes, novas certezas e infinitas possibilidades.
Em meio a breve pausa de seu pronunciamento, um ancião pergunta:
- De que conhecimento está falando?
- Refiro-me ao aprendizado, a sabedoria e a compreensão. Entender que por maior que seja a crença numa divindade, nada se consegue sem esforço próprio e uma vida apenas não basta para se atingir um nível significativo na obtenção destes quesitos. Os avanços são morosos e muitas vezes dados como intangíveis, mas com paciência e perseverança conseguidos. A perfeição é nossa meta e devemos lutar por ela, mas não sem antes compreender que temos nossas limitações e por isso aceitá-las, mas usando a sabedoria, retocando-as para que trabalhem em nosso favor.
- Como nossas limitações podem ser vencidas por esta suposta sabedoria?
- Usando ferramentas, não podes pregar uma tábua sem um martelo! – A necessidade contribui para com o avanço.
- Mas Pory nos presenteou com Yron e aqui temos fartura, o que ganharemos adquirindo sabedoria?
- Precisais avançar, pois teus filhos morrem precocemente e a evolução do Planeta seriamente comprometida.
- Rogamos a Pory e entregamos em suas mãos o destino de nossos filhos, quando somos atendidos, agradecemos pelos milagres e quando não, nos consolamos com a partida, pois sabemos que nossos filhos estarão sob a proteção de Pory.
- Aceitas, mas sofres por que nada podes fazer. Podemos lhes auxiliar ensinando-lhes a erradicar algumas moléstias, mas para tanto, precisaremos que compreendam que não somos Deuses, mas seres dispostos em vos ajudar e que assim como vocês, apesar de mais evoluídos, também temos nossas limitações.
- Diga-nos mais sobre esta evolução, como adquiriram poderes?
- Esta era a pergunta que mais esperávamos e se tiverdes paciência muito poderemos esclarecer.
Devem estar cientes que não é colocando todas as vossas expectativas em Pory, que conseguireis alcançar algum tipo de supremacia, pois que o livre arbítrio vos foi concedido com a clara intenção de discernimento para atingirdes e galgardes postos mais avançados na senda a que me refiro.
Pory é o Deus regente de Yron, assim como outros Planetas possuem Deuses regentes em estado evolutivo equitativo a Pory.
Entendam, Pory é o Deus de Yron, mas não é o Deus de onde viemos, mas isto não lhe tira os méritos que tem, portanto é o Deus regente, governador deste Planeta.
O Grandioso Ser está para os Deuses, assim como os Deuses estão para nós.
Não temos como medir, avaliar ou compreender, nem tão pouco inserir palavras que possam expressar a magnitude do Grandioso Ser, sua obra e muito menos seus desígnios, mas sabemos que, com esforço, estudo e dedicação, mais próximos dos Deuses, nossos criadores estaremos.
Isabele é interrompida por uma pergunta feita por Velma:
- Então, afirmas que devemos crer em vários Deuses, não seria Pory o Grandioso Ser?
- Não deves acreditar em vários Deuses, apenas em Pory, teu Deus, mas não é Pory o Grandioso Ser, este não tem como ser mensurado.
Todos os Deuses estão qualificados e comprometidos com os desígnios do Grandioso Ser, o verdadeiro mentor e criador do Universo, magnânimo para os Deuses, assim como Pory e todos os outros Deuses regentes de cada Planeta habitado, também o é para cada um de nós.
Neste momento, Gabriel expõe através da holografia, a imagem dos Planetas Yron, Terra e também dos Sois que iluminam os respectivos Planetas, lado a lado, com seus tamanhos e medidas de acordo com o raio equatorial dos mesmos, mostrando que o primeiro tem o dobro do tamanho do segundo e que em relação aos Astros os Planetas quase desaparecem. Posteriormente, pede aos presentes que façam uma rápida avaliação e que mensurem suas próprias dimensões em relação às dimensões dos Planetas e dos Astros. Todos ficam estarrecidos e de certa forma decepcionados, com o ínfimo e módico tamanho a que foram reduzidos.

Isabele volta a se pronunciar:
O que acabaram de presenciar é apenas um pálido reflexo do que temos no Universo, existem Astros de tamanhos incomensuráveis, que nos submetem ao estado de infinitas frações de um pequeno grão de areia. Esta realidade nos dá uma pequena prova da extraordinária magnitude do Grandioso Ser, que tem sob seu comando os Deuses que lhes prestam serviços, a fim de atender as demandas para o qual foram designados.

A noite já estava alta e diversas perguntas e questionamentos dos assuntos ali abordados, foram suspensos com a promessa de um breve retorno pelo casal, para dar sequência ao árduo trabalho a que se comprometeram. Assim a primeira sessão é dada por encerrada, com o desaparecimento de Isabele que teve a imagem de seu corpo a princípio muito reluzente e posteriormente o esmaecimento até sumir.

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