A criação do primeiro Jornal em Yron
Enquanto
o tempo passava, Isabele se diz surpresa com o afinco e lealdade daquele povo.
Ali não havia mesquinharia, inveja ou dolo, muito pelo contrário, conhecera
pessoas de ótima índole, felizes e não raro sensíveis e havidas por
conhecimento.
Os
encontros com yronianos passaram a ser mais frequentes e a cada conversa os
terráqueos viam a necessidade de produzir mais informações e cultura a serem
levadas adiante. Assim, em nova reunião somente com os irmãos, eles propõe um
segundo plano.
O
Jornal
Ricos,
os irmãos agora moravam numa bela casa próxima ao litoral com vista para o mar.
A riqueza não mudou seus antigos hábitos e sempre juntos continuavam se
reunindo pela manhã, onde vários temas eram abordados, com clara intenção de
Isabele em lhes ajudar no desenvolvimento de suas vidas e consequentemente,
também ao planeta.
Os
yronianos já produziam os papiros e por serem exímios artesãos, Isabele e
Gabriel lhes falam sobre a técnica da xilogravura, que iria exatamente ao
encontro de uma necessidade primordial na expansão e divulgação da informação.
O
processo de xilogravura consiste basicamente em entalhar na madeira informações
escritas ou desenhadas, que posteriormente servirão de matriz para várias
réplicas, esboçou Gabriel.
Alex:
-
Explique melhor, Gabriel.
-
Usaremos tinta na matriz, onde só as informações do relevo de entalhe serão
gravadas no papiro, podendo desta forma se fazer várias copias da mesma imagem.
- Genial, exclamou Alex. – Contrataremos os
melhores artesões e assim como na Casa Da Moeda, teremos um novo alvo que será
amplamente difundido em Yron.
- A
Ideia é criar um jornal informativo, acrescentou Isabele.
- Velma
em tom bastante entusiasmado fala: Livros, Livros!
- Que
bom que gostaram mãos a obra.
Sem
perda de tempo, Isabele esboça as diretrizes do projeto determinando
atribuições específicas à Velma e Alex que prontamente ficam apostos no
cumprimento de suas tarefas. Ela e Gabriel, inicialmente iriam redigir os
textos e desenhos a serem xilogravados, passando pela revisão de Velma e postos
em produção por Alex.
Assim,
em comum acordo esboçam o nome do jornal, que se chamaria por fim de “A
Informação”.
Alex
não tem dificuldades para encontrar e comprar um novo galpão, nem tão pouco
para recrutar e arregimentar novos comandados para as atribuições do jornal. Os
artesões contratados para o entalhe das matrizes eram mestres e poucas
dificuldades teriam em entalhar de forma retroversa os textos e desenhos nas
tábuas.
O
primeiro exemplar seria um rolo e o tema escolhido por Isabele se referia a
saúde e asseio, onde “lavar as mãos” foi foco da matéria. Esta edição teve
3.000 exemplares e foi distribuído na região gratuitamente.
Jornal “A
Informação”, primeiro exemplar:
Isabele
e Gabriel tinham muitas coisas em mente, pois sabiam que em muito poderiam
auxiliar aquele povo em seu progresso, mas não deviam ser precipitados, para
que tudo pudesse transcorrer de forma natural não levantando nenhuma suspeita
de seus atos. Por centenas de vezes sentiram-se incomodados diante a problemas
causados por falta de tecnologia e mesmo sabendo que havia condições de
implantar projetos mais ousados, resignavam-se para não extrapolar os limites
de compreensão daquelas pessoas.
Com
esse pensamento em mente decidiram utilizar o jornal passando informações que
levassem conhecimento e estratégias de crescimento, para que o próprio povo
idealizasse e mutuamente progredissem em sua caminhada de evolução.
A
partir da quarta publicação o jornal já tinha 5 rolos com matérias que
ensinavam, instruíam e agregavam conceitos de avanço, dando dicas de “como se
faz”, coisas simples que iriam desde ferramentas ao mais intricado sistema de águas e esgoto.
Os
leitores se deliciavam com as publicações sendo os mais espertos e abastados os
que colocavam as ideias em prática. Em pouco tempo já se via no Movimento
Popular produtos inéditos. Novos galpões eram erguidos, dando surgimento a
fábricas e até mesmo de um jornal concorrente que apresentava notícias e dizia
sobre o tempo.



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