A compreensão do idioma yroniano
Dois
dias se passaram e atentamente Isabele ouvia e tentava praticar aquele dialeto.
De posse de algumas roupas que Velma lhe emprestara, passou boa parte desse
tempo caminhando por entre a multidão buscando entender e decifrar a língua que
expressavam. Alex, sempre se fazia presente por onde quer que Isabele fosse e
muito contribuía para seu aprendizado. Assim como combinado, quando alguém lhe
dirigia a palavra, Alex respondia que ela possuía deficiência temporária na
fala e prosseguiam em frente, não causando nenhum tipo de desconfiança a
respeito de quem realmente se tratava.
Já no
terceiro dia, Isabele pronunciou sua primeira frase completa daquele vasto
dialeto: Bom dia! O que temos para o café da manhã? – Velma arregalou os olhos
e mostrou-se surpresa, não pela frase, mas pela exatidão da pronúncia e a
naturalidade como se expressou. A partir daí começaram a trocar palavras e
expressões cada vez mais intensas e congruentes. Quando algum termo não era
compreendido, Isabele obtinha a ajuda telepática de Alex e assim, rapidamente
ganhava conhecimento fazendo daquele aprendizado uma ótima oportunidade para se
conhecerem mais a fundo, proporcionando momentos de intensa troca de
informações e boas gargalhadas pelos erros cometidos.
Surpreendentemente,
em poucos dias Isabele já dominava o idioma yroniano e no décimo dia, resolveu
por em prática tudo que havia aprendido indo até o Movimento Popular,
obviamente ainda acompanhada por Alex e Velma, a fim de testar seus
conhecimentos. Levaram alguns objetos e Isabele fez suas primeiras compras
utilizando-se do verbo, avalizada por seus amigos.


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